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terça-feira, 28 de setembro de 2010

PERIGOS DE MALHAR POR CONTA PRÓPRIA

Quando se prescreve um treinamento, deve-se levar em consideração uma serie de fatores, como divisão da rotina semanal de treino, tipo de série a ser utilizada, número e ordem dos exercícios, número de exercícios por grupamentos musculares, números de series e repetições, percentual de sobrecarga, intervalo entre as séries e os exercícios, velocidade de execução dos movimentos, entre outros. Então pense bem, será que você possui todos os conhecimentos necessários para treinar por conta própria?
Quantas vezes você já não foi orientado, dentro da academia, por um professor, para correção da postura corporal ou execução do movimento em um determinado exercício. Isto ocorre pelo simples fato que, o profissional que estudou durante pelo menos quatro anos (período de graduação do curso de educação física) tem uma observação mais criteriosa que os praticantes de musculação, que até podem conhecer a prática, mas desconhecem a teoria. Então por que perder tempo treinando sem planejamento, se você pode treinar sob orientação de um profissional capacitado para auxiliá-lo durante o seu treinamento.
Um fator de risco no treinamento sem orientação é o risco de lesões. As lesões podem ocorrer por gestos motores realizados incorretamente, onde as posturas incorretas colocam a coluna vertebral e as articulações em descompensação de cargas, gerando riscos de lesões articulares e desvios posturais da coluna; por excesso de sobrecarga de peso, onde os músculos e tendões ficam submetidos a excesso de tensão, podendo haver lesões graves (nos músculos, tendões ou ligamentos) ou microlesões (pequenas rupturas nas fibras musculares) que comprometeriam os treinos seguintes, gerando uma quebra na rotina de treinamento; por sobrecarga na rotina de treino, onde se treina sem permitir que o corpo se recupere adequadamente, levando o corpo a fadiga e gerando assim, síndrome de supertreinamento (overtraining).
Para evitar tais lesões devemos seguir algumas orientações que serão dadas pelo professor, quanto à forma de execução dos exercícios, para que estes sejam realizadas corretamente sem colocar a estrutura corporal em risco e mantendo o aluno apto para o treinamento sem que este fique acometido de dores na coluna e nas articulações. Orientações também quanto à sobrecarga de treino utilizada em cada exercício para que não haja a necessidade do aluno fazer “séries roubadas” (método de treino onde o aluno utiliza movimentos incorretos para vencer a resistência), colocando assim sua estrutura corporal em risco, e quanto a sobrecarga de treinamento diária e semanal, para que o aluno não entre em overtraning, e tenha perda de massa magra ou gera lesões por estresse físico.
Como conclusão vemos que treinar por conta própria não traz muitos benefícios, uma vez que sem um acompanhamento profissional adequado demoramos a atingir nossos objetivos, ou pior, não conseguimos atingi-los. Os riscos de lesões são grandes, o que nos deixaria de fora do treinamento, nos forçando a passar por um processo de recuperação para reiniciarmos a prática da atividade física.
 
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POR QUE SENTIMOS DORES APÓS ATIVIDADE FÍSICA?


Quem já não sentiu dor depois de fazer exercícios, principalmente quando se inicia uma atividade física? A dor é inevitável tanto para iniciantes como para atletas, mas o importante é saber até que ponto ela é considerada normal ou se está se tornando maléfica.
Se você é iniciante, se está sem praticar exercícios há muito tempo, qualquer atividade irá causar dores musculares no dia seguinte podendo se prolongar até mais dois dias. Isto porque o organismo precisa de um tempo para se adaptar a novos esforços.
No sistema muscular, irá ocorrer microrrupturas nos grupos musculares solicitados durante o exercício e acúmulo de ácido láctico, gerando no organismo um processo de defesa que leva a um processo inflamatório. Além da parte muscular, você também irá sentir novas adaptações em outros sistemas como o metabólico, o cardiovascular, etc.
Se você fizer o mesmo treino por um determinado período (em média de 2 a 3 meses) o seu organismo irá se adaptar a intensidade do exercício feito e esta dor irá desaparecer aos poucos.
Mas sempre que você fizer exercícios físicos ou atividades físicas diferentes ou aumentar a intensidade dos exercícios que já está fazendo ou ainda ficar um tempo sem fazer os exercícios e voltar aos mesmos proporcionando novos estímulos ao corpo, esta dor aparecerá.
Os treinos mais intensos darão maior probabilidade a que isto aconteça, por isso os atletas também aprendem a conviver com a dor e evitar lesões. Não é que seja preciso sentir dor para fazer exercícios, e que estes surtam efeito, aliás, se você sente dor durante o exercício é sinal de que está forçando além do que deve ou que já é hora de parar e diminuir o ritmo ou a intensidade do exercício.
Agora tudo depende do seu objetivo. Se você quer melhorar a sua performance, aumentar a massa muscular e melhorar o seu condicionamento cardiorespiratório deverá trabalhar com limites e treinos mais intensos podendo causar estas dores musculares nos dias seguintes ao exercício executado.
Se você treinou e sentiu dor no dia seguinte, procure treinar outros grupos musculares ou fazer atividades com menor intensidade para não piorar a situação. Por isso é muito importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios e conhecer exatamente o seu nível de condicionamento, trabalhando de forma adequada com a intensidade certa que possa lhe proporcionar melhora no rendimento sem causar lesões, respeitando o seu limite.
Fazer compressas de gelo, que é um processo antiinflamatório, pode ajudar a diminuir a inflamação nos músculos. Faça pelo menos 2x por dia por 10 minutos.
Algumas pessoas precisam tomar um antiinflamatório, mas nestes casos é essencial que um médico faça a prescrição do melhor medicamento para você.
Não esqueça de fazer muito alongamento antes e depois dos exercícios, pois estes também ajudam a relaxar a musculatura depois do esforço.
Respeite o período de repouso não treinando o mesmo grupo muscular em dias seguidos ou alternando atividades intensas com atividades moderadas em dias seguidos.
Se estiver com muita dor não treine. Descanse!

ALONGUE-SE!

O que são Alongamentos?
Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade. Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

Por que fazer alongamentos?

Tanto uma vida sedentária, como a prática de atividade física regular intensa, em maior ou menor grau, promovem o encurtamento das fibras musculares, com diminuição da flexibilidade. O exemplo mais completo de inatividade gerando perda de flexibilidade muscular é a imobilização de um membro após uma fratura. Por um tempo, ao retirar o gesso, por um período de tempo, ocorre a perda quase completa dos movimentos daquele membro. Quanto à atividade física, esportes de longa duração como corrida, ciclismo, natação, entre outros, fortalecem os músculos, mas diminuem a sua flexibilidade. Nos dois casos, a conseqüência direta desse encurtamento de fibras é a maior propensão para o desenvolvimento de problemas osteomusculares. Provavelmente, a queixa mais freqüente encontrada tanto nos sedentários, como nos atletas, é a perda da flexibilidade provocando dores lombares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado à uma musculatura abdominal fraca. Com a prática regular de alongamentos os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.

Quando alongar?

É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.

Como alongar?

Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de alonga – contrai - alonga. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos balísticos, propiciam o desenvolvimento de lesões musculares.

PRINCIPAIS ERROS DURANTE A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS

Confira a seguir os principais erros apontados por professores da American College of Sports Medicine e ajuste sua rotina para conseguir mais da atividade física em menos tempo:

Não fazer alongamentos - Alongar os músculos pode parecer secundário, mas é essencial gastar até 10 minutos antes e mais 10 depois da atividade física com movimentos de flexibilidade. Além de diminuir o risco de lesões, deixa o corpo mais 'inteligente' para a rotina de malhação. Quem não quiser focar no corpo todo pode escolher apenas os músculos que serão solicitados.
Não aprender a executar os movimentos - No tênis, na natação ou na corrida, a forma de executar os movimentos fará toda a diferença no resultado final. Pisar do jeito errado compromete o desempenho na corrida, por exemplo, e ainda pode machucar os pés ou favorecer torções. Na dúvida, consulte um professor de educação física ou marque algumas sessões com um personal trainer.
Não ajustar os aparelhos de musculação - O equipamento tem que estar ajustado a sua força e altura, senão o risco de se machucar é grande. Nos primeiros meses de atividade, peça sempre a ajuda de um profissional.
Ir com muita sede ao pote - Malhar intensamente e com frequência, seguir uma série que não condiz com seu condicionamento físico ou não aumentar progressivamente a intensidade dos exercícios pode causar lesões ou até mesmo problemas mais sérios, como um infarto.
Acreditar que está malhando demais - A maioria das pessoas faz exercícios de menos. A recomendação de meia hora por dia, ao menos três vezes por semana, ajuda a afastar doenças, mas não serve para perder peso ou ganhar músculos. Um novo estudo feito por americanos e publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) indica que as mulheres precisam fazer pelo menos uma hora de atividade física moderada todos os dias se não quiserem ganhar peso ao longo dos anos.
Levantar pesos rapidamente - Para aumentar a massa muscular, o certo é levantar pesos com movimentos lentos e controlados. Puxar ou empurrar o peso com rapidez ou usando impulso não dá o resultado certo e coloca muita pressão na coluna.
Respirar errado - Natação, ioga, corrida e pilates são alguns exercícios que pedem técnicas de respiração específicas. Não respirar direito durante a atividade física diminui o rendimento e aumenta as dores abdominais. Prolongar os intervalos entre as séries, principalmente na musculação, também impede o melhor resultado.
Não beber água -Quem bebe água apenas quando sente sede provavelmente não está se hidratando corretamente. Antes de malhar, beba um copo de água. Durante a prática, não esqueça da garrafinha e após o exercício, beba mais um ou dois copos. A desidratação prejudica o rendimento, aumenta as chances de câimbras e deixa os músculos mais sujeitos a estiramentos.

MÉTODOS E SISTEMAS DE TREINAMENTO DE FORÇA


  • Método Isotônico
  
1 – Método das Múltiplas Séries - força, hipertrofia, resistência muscular e potência)
2 – Método da Pirâmide - (força e hipertrofia)
- Pirâmide Crescente
- Pirâmide Decrescente
3 – Método Bi-Set - (hipertrofia)
4 – Método Tri-Set - (hipertrofia)
5 – Método Super-Set - (hipertrofia)
- Para o mesmo grupo muscular – (hipertrofia)
- Agonísta / Antagonista - (força e hipertrofia)
6 – Método do Treinamento em Circuito - (condicionamento físico e resistência muscular)
7 – Método da Pré-Exaustão - (força e hipertrofia)
8 – Método da Exaustão - (força, hipertrofia e resistência muscular)
9 – Método de Repetições Forçadas (Excêntrica) - (força e hipertrofia)
10 – Método Blitz - (hipertrofia)
11 – Método Drop-Set - (força e hipertrofia)
12 – Método de Repetições Roubada - (força e hipertrofia)
13 – Método da Fadiga Excêntrica - (hipertrofia e força)
14 – Método SuperLento ou Super Slow - (resistência muscular e hipetrofia)
15 – Método Ondulatório - (força, hipertrofia e potência)
16 – Método da Pausa/Descanso - (força e resistência a fadiga)
17 – Método Repetições parciais (oclusão vascular)
18 – Método Set 21 – (resistência muscular)
19 – Método das Repetições parciais pós-fadiga concêntrica - (força)
 
  • Método Isométrico
 
  • Método Isocinético
 
  • Método Pliométrico
 
 
OBSERVAÇÕES
 
Um ponto fundamental é a variação dos métodos e meios. A falta ou pouca variação dos métodos é uma das razões principais para a estagnação do desenvolvimento da massa muscular.
Até os mais efetivos exercícios e métodos se aplicados em longo prazo, não nos levaria ao progresso e sim, acabaria nos levando a barreira de hipertrofia muscular. Pois, a experiência revela que nenhum método único de treino deve ser considerado o melhor ou absolutamente efetivo o tempo todo.
Todos os recursos e métodos deveriam permanecer em um estágio determinado do processo de treinamento, dependendo do nível da condição do organismo, do caráter prévio da carga, dos objetivos do treinamento atual e do efeito acumulativo que este método deve provocar.

21 MOTIVOS QUE FAZEM VOCÊ NÃO EMAGRECER

1-Esquecer de pôr fibras no cardápio.
As fibras estão relacionadas à maior saciedade. Ou seja, menos fibras é
igual a mais comida e, portanto, mais calorias. Cereais integrais, frutas, legumes e verduras respondem como boas fontes do nutriente. Provavelmente, uma alimentação carente nestes alimentos é composta por ingredientes mais calóricos, o que leva ao ganho de peso.

2- Repetir sempre o mesmo menu.
Pessoas que desejam emagrecer seguindo uma alimentação monótona desistem mais fácil do projeto de emagrecimento. Variar os tipos de alimentos, texturas e sabores é um dos segredos para perder peso com saúde. 

3- Pular refeições.
Ao pular refeições, você só faz com que a fome se acumule. Fome acumulada pode significar descontrole e excesso alimentar em algum período do dia. Além disso, não realizar, pelo menos, cinco refeições por dia, faz com que a quantidade de nutrientes importantes para o corpo não seja fornecida adequadamente.

4- Estipular metas difíceis de serem atingidas.
 
Estabelecer metas de grande perda de peso, em pouco tempo, pode surtir efeito contrário e levar à desistência do projeto. Estabeleça pequenas metas durante o processo de emagrecimento. As vitórias ao longo do caminho servem como estímulo e mostram que é possível chegar ao peso desejado , aconselha.

5- Beber pouca água Zero calorias e muitos
 benefícios.
Mesmo assim, muita gente faz cara feia na hora de beber água (2 litros é a dose mínima por dia). Além de fundamental para se manter bem hidratado, o consumo de água durante o dia retarda a sinalização de fome. Portanto, ela está envolvida com a menor ingestão de alimentos, diminuindo as calorias diárias.

6- Comer depressa demais.
 
Quando você faz refeições rápidas demais não dá o tempo necessário para o cérebro entender que o estoque de alimentos foi reposto e que, portanto, você pode parar de comer. É preciso reservar, pelo menos, 30 minutos para fazer as refeições. Ingira os alimentos calmamente, em um ambiente tranquilo, evitando comer na frente do computaor ou da televisão.

7- Extrapolar na quantidade dos alimentos. 
A moderação é mais um segredo para ver o ponteiro da balança descer. Ingerir uma quantidade de alimentos além da necessária leva ao excesso calórico que, por sua vez, resulta no ganho de peso.

8- Dar importância desmedida ao regime.
 
Focar toda a sua atenção à dieta, não é nada estimulante. Pensar no cardápio equilibrado a todo momento leva a uma sensação de privação e punição por ter adquirido os quilinhos extras. Veja positivamente sua mudança de hábitos alimentares. Quando menos esperar, o emagrecimento vai aparecer , incentiva a nutricionista.

9- Beliscar o tempo todo.
Beliscar o dia todo faz com que você perca a noção da quantidade de alimentos ingeridos. O melhor a fazer é estipular horários para pequenos lanches entre as refeições principais. Isso ajuda muito a evitar qualquer tipo de excesso , garante a especialista.

10- Dispensar legumes e verduras.

Fazer dieta, para você, é sinônimo de cortar calorias (a inclusão de alimentos saudáveis é só um adicional). Grande engano, já que legumes e verduras são indispensáveis na mesa. Além dos inúmeros nutrientes que oferecem, os vegetais são ricos em fibras e saciam sua fome mais rapidamente. Deixar de ingeri-los leva a um maior consumo de alimentos e calorias, prejudicando assim, o emagrecimento.
 
11- Ignorar as informações dos rótulos. 
As informações contidas nos rótulos dos alimentos são as melhores armas para os consumidores encherem o carrinho de compras saudáveis. Analisando as tabelas, dá para saber se a porção do alimento tem calorias excessivas, nutrientes importantes, ou ainda, se é rica em gorduras e açúcares.
 
12- Sofrer com a ansiedade pelos resultados. 
Evite se pesar em diversos momentos do dia. A variação apontada pela balança é normal em diferentes horários e até em dias consecutivos. Essas mudanças, principalmente quando o ponteiro sobe, podem desanimar quem está de dieta. Por isso, pese-se somente a cada sete dias, com menos roupas possíveis, no mesmo horário e na mesma balança.

13- Cometer deslizes nos finais de semana.
Muitas pessoas fazem um pequeno deslize se transformar em início da desistência do projeto de emagrecimento. Para se prevenir, fuja de situações que incentivam o excesso. Caso já tenha extrapolado, volte à dieta logo em seguida, sem restrições exageradas para compensar as calorias a mais.

14- Não praticar exercícios.

Por aumentar o gasto calórico, as atividades físicas são excelentes meios para acelerar o emagrecimento. Outros pontos positivos dos exercícios é que eles diminuem a porcentagem de gordura corporal e aumentam a massa magra. Como os músculos queimam mais calorias, as atividades físicas ainda ajudam na manutenção do peso.

15- Ser fã dos chopinhos nas happy hours.

O típico encontro com os amigos após o expediente pode ser uma armadilha para quem quer emagrecer. Chope, batata frita, amendoim e salgadinhos esbanjam calorias e nunca faltam nas happy hours. Você não precisa deixar de sair com os amigos, mas proponha bares e restaurantes que oferecem opções de petiscos mais saudáveis.
 
16- Não substituir as frituras pelos grelhados. 
Se você ainda não se convenceu de que precisa substituir os alimentos fritos pelos grelhados, aí vai uma boa causa: eles têm o dobro ou mais calorias que suas versões assadas ou feitas na chapa. Prefira sempre o grelhado.

17- Ceder aos doces.
 
Na lista de campeões em gorduras e açúcares, os doces certamente levam a um excesso calórico. Se a vontade for muita, opte pelas menores porções. 

18- Acreditar em dietas milagrosas.
As dietas altamente restritivas são caminho certo para o abandono do plano de emagrecimento. Opte por uma dieta equilibrada que faça com que a redução de peso seja gradual, mas efetiva. 
 
 19- Deixar de incluir lanches entre as refeições principais.
Deixar intervalos grandes entre um prato principal e outro faz você chegar faminto às refeições. Não fique mais que quatro horas sem se alimentar. Garanta isso fazendo pequenos lanches.

20- Exagerar na determinação
 
Quando a vontade por alguma tentação aperta, você resiste bravamente. A atitude exemplar nem sempre é a mais ideal. Acumular vontade pode levar a um descontrole mais adiante. Se a vontade de comer um doce for muito grande, por exemplo, coma um bombom ou uma barrinha pequena de chocolate. Assim, você evita comer a caixa de bombons inteira em algum outro momento.

21- Tomar refrigerantes
 
As bebidas gaseificadas dão uma falsa sensação de saciedade. O que acontece é que, logo após uma refeição, você volta a sentir fome mais cedo e passa a beliscar. Para acompanhar as refeições, opte por um copo de água ou de suco natural.

COMO PERDER A "BARRIGUINHA"!

Essa pergunta é uma das mais frequentes de quem pratica atividade física. É muito importante que você entenda que não existe um determinado exercício que vai acabar com a gordura localizada na sua região abdominal. Um dos maiores enganos das pessoas quanto a perda de gordura é acreditar que determinado aparelho ou exercício abdominal vai resolver a questão. Outro grande engano é acreditar que se você fizer centenas de abdominais diariamente você vai "queimar" toda a gordura da barriga... e quanto mais você fizer abdominais, mais você ficará com a "barriga esbelta e definida". Grande erro! Infelizmente as coisas não funcionam assim. É tentador acreditar nestas propagandas de aparelhos abdominais que prometem fazer perder 10cm de cintura e 10kg de gordura em 10 dias. Mas a realidade é outra. Muitas pessoas já compraram aparelhos abdominais pensando que perderiam peso e não obtiveram nenhum resultado. Não é que aparelhos abdominais não sejam bons. Eles tem o seu papel em um programa de perda de peso, mas não são milagrosos. Então, o que fazer para queimar esta gordura da barriga? Como conseguir uma cintura fina e definida?
A única maneira de perder essa gordura localizada é abaixar o seu percentual de gordura como um todo. Cultivar melhores hábitos alimentares que reduzem a quantidade de gordura e calorias ingeridas e praticar exercícios irão fazer seu corpo começar a queimar a gordura localizada. Para conseguir o seu objetivo é importante que você siga os seguintes passos:

- Conscientize-se que exercícios específicos direcionados para trabalhar os músculos abdominais, sózinhos, não vão queimar gordura.
- Faça um exercício aeróbico 3 a 4 vezes por semana. Com isso o seu metabolismo ficará mais acelerado e você queimará mais calorias.
- Faça um exercício de resistência muscular umas duas vezes por semana. Desta forma você aumentará sua massa muscular e seu organismo passará a queimar mais calorias mesmo quando estiver descansando, assistindo televisão ou no trabalho.
- Coma mais vezes por dia e diminua a quantidade de alimentos de cada refeição. Ao invés de só comer no café da manhã e jantar, inclua mais umas 3 refeições no dia. Isso evitará que o seu metabolismo fique lento e que seu organismo use massa muscular como fonte de energia. Além disso, evite comer alimentos com alta concentração de gordura.
- Faça exercicios abdominais 2 vezes por semana. Eles não queimam a gordura mas tonificam os músculos que estão embaixo da gordura. Isto irá melhorar a aparência da sua cintura. Principalmente se você não tem o hábito de fazer abdominais, você possivelmente afinará um pouco sua barriga. Faça entre 2 a 5 séries em que cada série tenha 20 repetições.
Se você sentir dificuldade em fazer 20, comece com menos repetições e vá adicionando a medida que ganhar condicionamento. Você também pode fazer mais que 20 se aguentar, mas lembre-se que abdominais bem feitos irão fazer você sentir os músculos trabalharem sem a necessidade de fazer 50 ou mais repetições por série. Faça movimentos lentos e não tire a base da coluna do chão. Aparelhos abdominais podem te ajudar a fazer o movimento corretamente.
Seguindo estes passos você conseguirá eliminar de vez essa gordurinha indesejável da barriga.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO DESCANSO NO TREINAMENTO

Para que o seu organismo e, especificamente, a sua musculatura obtenham os benefícios gerados pelo exercício físico periódico e planejado, é muito importante o descanso correto entre os dias e sessões de treinamento. Dependendo da intensidade e duração do exercício, a recuperação das lesões musculares será atingida mais rapidamente ou em menor tempo.
Normalmente, esforços físicos que demandam a utilização de sobrecarga elevada exigem um período de recuperação maior, pois as microlesões estruturais do músculo serão mais evidentes. O objetivo desse descanso é justamente evitar lesões mais graves para a musculatura e tendões, evitando problemas como tendinites e estiramentos musculares.Alguns exemplos são as aulas de ciclismo indoor, que utilizam fibras musculares do tipo 2 (“tiros” anaeróbios intensos), treinos intensos de musculação e aulas de ginástica localizada, que priorizam grande sobrecarga com menos repetições.
Em contrapartida, os treinamentos de intensidade leve ou moderada permitem um intervalo pequeno de recuperação entre as sessões de treinamento. Isso acontece porque as fibras musculares tipo 1 são prioritariamente utilizadas nessas intensidades. Diferentemente da fibra muscular tipo 2, que é branca, rápida e glicolítica. A fibra muscular tipo 1 é vermelha, lenta e oxidativa.
Essa seleção de utilização de fibra muscular conjugada com a duração do treinamento são os fatores determinantes para estabelecer a magnitude das lesões estruturais da fibra muscular. A lesão maior indica que o treino foi qualitativo ou exagerado. Isso dependerá do nível de condicionamento do indivíduo, tempo de treinamento e motivação. Um exemplo clássico é quando o aluno se queixa ao professor de dores musculares que comprometem até o seu caminhar. Já as microlesões menores podem indicar que a intensidade do treinamento foi adequada ou subestimada.
É interessante que os indivíduos tenham um diálogo aberto com o seu professor de educação física, no sentido de evitar algum tipo de problema causado por exercícios físicos que extrapolam ou subestimam a sua real capacidade. Sinta os sinais e alertas do seu organismo e relate ao profissional que o acompanha.

PREVENINDO VARIZES COM EXERCÍCIOS FÍSICOS

Várias pessoas já se sentiram constrangidas em freqüentar a academia por possuírem varizes nos membros inferiores, localizadas principalmente na região das pernas. As temidas varizes são inflamações das válvulas e paredes das veias dos membros inferiores.
Essas inflamações têm como principal origem a hereditariedade e podem ser aumentadas pelo sobrepeso e hipocinesia (falta de movimentação). Pessoas que permanecem em pé ou sentadas por muito tempo tem maior chance de desenvolver varizes. Esses posicionamentos não favorecem a circulação sanguínea e o retorno venoso.
Cerca de 70% do sangue encontra-se nos membros inferiores, em condições de repouso. Portanto, para que o sangue retorne ao coração é necessário que as veias impulsionem esse fluido contra a ação da gravidade. A musculatura da panturrilha é a principal responsável por ocasionar o aumento e melhoria desse retorno. Esse grupo muscular é conhecido como coração periférico pelo fato de otimizar a circulação sanguínea quando contraído.
É fundamental que pessoas com pré-disposição genética ao desenvolvimento de varizes pratiquem exercícios físicos periodicamente, com o objetivo de redução e não agravamento desse quadro. O profissional de Educação Física habilitado saberá formular o treinamento ideal para cada indivíduo. Correr, pedalar, praticar musculação e ginástica localizada são alguns exemplos de atividades que podem prevenir o aparecimento das indesejáveis varizes.
Existem exercícios específicos que trabalham isoladamente a musculatura da panturrilha como a flexão plantar sentada ou em pé (ficar na ponta dos dedos e retornar). O fortalecimento desse grupo muscular irá favorecer bastante a circulação sanguínea e a prevenção do surgimento de varizes, sendo uma alternativa viável para melhorar a estética das pernas.
A menos que se tenham complicações severas relacionadas às varizes mais desenvolvidas, que necessitem de tratamentos e cirurgias, o exercício físico bem orientado é um aliado importantíssimo para o combate e prevenção dessa inflamação.

CLUBE DE CORRIDA: UMA BOA SUGESTÃO!

O ato de correr faz parte da rotina do ser humano desde os primórdios de sua existência. Literalmente, a nossa vida é uma correria que muitas vezes traz prejuízos para a saúde. Será possível encarar a corrida como algo benéfico e seguro?
Para se atingir sucesso em um treino de corrida é preciso buscar motivação para isso. Você pode encontrar esse estímulo com seu amigo que já pratica a modalidade, com seu professor de Educação Física ou simplesmente dentro de si mesmo.
Os locais para correr são imensos e diversificados. Pode-se correr na areia, no asfalto, na esteira, na grama e até na água. Dependendo da sua condição física e tempo disponível, a mesclagem de vários tipos de terreno trará maior variedade e motivação para o seu treinamento.
Correr com segurança é um dos maiores desafios para a maioria dos praticantes. Portanto, a procura por um profissional habilitado é um dos pré-requisitos principais para a devida evolução da sua corrida. É necessário ficar atento para a vestimenta ideal, o tipo de calçado mais adequado, a intensidade correta, as diversas velocidades aplicadas, a inclinação do terreno, a devida hidratação e o descanso entre os treinamentos. São muitas variáveis que irão produzir falhas ou garantir o sucesso do seu treino de corrida.
Depois que o seu corpo estiver adaptado e preparado para a corrida, é possível encarar competições individuais ou em equipe. Existem vários tipos de prova onde é possível testar os seus limites.
Fica o desafio para que você encontre a forma mais sensata e motivante de realizar suas passadas, sejam curtas ou largas. O interessante é que a corrida possa lhe proporcionar saúde, qualidade de vida, contato com a natureza e formação de novas amizades.

DESCULPAS PARA NÃO INICIAR/CONTINUAR EXERCÍCIOS FÍSICOS

Ter muita disciplina no início É o caminho para continuar malhando por anos a fio. O exercício precisa entrar na rotina diária, mas sem virar uma obrigação. Por isso, se você começou a fazer alguma aula ou algum esporte e não está gostando, parta para algo mais prazeroso. Na fase de adaptação, mais importante que perder peso ou ficar forte é sentir-se bem.
As chances de manter o ritmo também ficam maiores se você não exagerar na dose logo de cara. Por isso, primeiro faça uma Avaliação e Orientação Física, depois comece se exercitando três vezes por semana. Mais que isso é pedir para perder o pique. Por outro lado, não adianta nada ser turista de academia.
Faltar à aula de natação, desmarcar o personal trainer ou cabular a corrida no parque por qualquer motivo é abrir a porta para o desânimo. Desculpas esfarrapadas mais freqüentes:
Não tenho tempo
Velha conhecida dos fujões, essa justificativa é a grande campeã. 38% dos desistentes dão essa desculpa. Lembre-se de que a saúde do corpo e da mente é uma prioridade. Assim, sempre haver· um horário, mesmo que pequeno, separado para a atividade física.
Hoje está frio
As confecções já criaram uma infinidade de agasalhos para praticar esportes. Além disso, não há frio que resista a meia hora de malhação. Ah! A chuva só é uma desculpa aceitável para quem se exercita ao ar livre ou faz natação em piscina descoberta.
Estou com cólica
A atividade física regular diminui a intensidade das dores na menstruação. Algumas mulheres se sentem até mesmo aliviadas depois de uma sessão de ginástica. Os exercícios liberam endorfinas que abrandam o mal-estar.
Peguei uma gripe
Quando os sintomas são febre alta, dores musculares, dor de cabeça e dificuldade para respirar, as chances de ser uma gripe verdadeira, causada pelo vírus influenza, são grandes. Nesse caso a pessoa realmente não tem condições de praticar exercícios, explica o otorrinolaringologista, Dr. Mauricio Kurc, médico do Hospital Albert Einstein. Mas, quando se trata de um resfriado simples, caracterizado por uma pequena obstrução respiratória, não há empecilho para a ginástica.
Não percebo mudanças no espelho
Ninguém fica esbelto e malhado num passe de mágica. O organismo precisa de pelo menos 12 semanas para reagir. Depois disso o condicionamento físico melhora e a pessoa se sente mais forte e flexível. A beleza tão sonhada só vem com o tempo. Mas os ex-sedentários e gordinhos têm uma vantagem: as mudanças no seu corpo aparecem mais rapidamente.
DICAS:

  1. Se ficou convencido a ser um indivíduo ativo e REGULAR, não esqueça de se exercitar com roupas confortáveis e com tecidos que favoreçam a transpiração;

  2. Escolha um tênis de acordo com seu esporte: corrida, aulas em academia, aeróbica, etc. Atualmente existem tênis específicos para cada atividade e assim você se previne de lesões e dores musculares;

  3. Hidrate-se antes, durante e após a sua atividade. Nada de exageros mas, não espere sentir sede para beber água;

  4. Encontre uma atividade que te dê prazer, não encare como uma obrigação apenas, pois esta é a primeira maneira de você aderir a um programa regular de exercícios.

NUTRIENTES E SUAS FUNÇÕES

Carboidratos
É a fonte de energia primária do nosso organismo, principalmente quando se está praticando alguma atividade física. Os carboidratos, são originários de calorias derivadas de açúcares e amido que abastecem nossos músculos e cérebro. As células cerebrais (neurônios ) são as únicas que só funcionam se houver glicose no nosso sangue, portanto a importância de se consumir carboidratos, principalmente no café da manhã após um longo período de jejum.
Encontramos carboidratos principalmente nos pães, biscoitos, massas, batata, arroz e em frutas e legumes. As nossas necessidades vão de 50 a 60% do total de calorias ingeridas, podendo variar de acordo com o tipo de exercício praticado.

Proteínas

São nutrientes essenciais para a construção e reparação do nosso corpo. Estão presentes nos músculos, unhas, cabelos e pele. As proteínas da alimentação são digeridas até unidades menores chamadas aminoácidos. Aproximadamente 15% do total de calorias devem vir de alimentos ricos em proteínas como a carne, frango, peixe, feijão, leite e seus derivados.

Gorduras ou Lipídios

São uma fonte de energia armazenada, que é queimada principalmente durante atividades de baixa intensidade e longa duração ( caminhada, corrida, bicicleta, natação...) As gorduras animais ( manteiga, bacon, carne gorda, maionese, presunto, chantili e etc... ) tendem a ser saturadas e contribuem para o aparecimento de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. As gorduras vegetais como, por exemplo, o azeite de oliva, óleo de canola ou milho, margarina e a gordura do abacate, são geralmente insaturadas e menos prejudiciais. A recomendação de ingestão de gorduras deve se limitar no máximo 30% do total de calorias diárias.

ALGUNS SUPLEMENTOS E SUAS FUNÇÕES

Aminoácido
Sua matéria-prima é proteína e, por isso, tem um papel importante na manutenção da massa magra. "O aminoácido atua na reparação da musculatura e em seu conseguinte desenvolvimento", explica Murilo Dáttilo. É recomendado para atletas que treinam intensamente e, por isso, necessitam de uma reposição rápida de proteínas. "Esse suplemento deve ser utilizado com cautela por indivíduos com problemas intestinais, hepáticos e renais", completa o especialista.
Glutamina
Tipo de aminoácido existente na musculatura. Sua utilização no pós-treino auxilia a diminuição do estresse muscular, preparando o corpo para o próximo treinamento. Além disso, favorece o sistema imunológico.
Termogênicos e queimadores de gordura
Esses produtos são vendidos sob o apelo de acelerar o metabolismo e são muito procurados pelas mulheres. No entanto, boa parte deles não possui evidências científicas que comprovem seus efeitos. "Vale ressaltar que alguns desses suplementos, que contêm cafeína, podem ajudar na mobilização da gordura e favorecer o rendimento físico. Porém, é preciso a liberação e o acompanhamento de um médico para não gerar efeitos adversos para a saúde, como taquicardia e insônia, dentre outros males", comenta Murilo Dátillo, nutricionista da Unifesp. Repetimos: antes de tomar, busque orientação.
BCAA
É um mix dos principais aminoácidos requeridos pela musculatura durante a atividade física. "Esse produto é indicado para quem treina pesado e precisa estar inteiro no dia seguinte, pois ajuda na recuperação da musculatura. Além disso, aumenta a capacidade de ganho de massa muscular", comenta Alessandra.

"É da dieta que vem a maior parte dos nutrientes que necessitamos. A suplementação, sozinha, não faz milagres." Murilo Dáttilo, nutricionista

Óxido nítrico
Esse produto é indicado para acelerar o ganho de massa muscular. Isso se deve principalmente ao fato de que ele aumenta a velocidade de contração da fibra muscular durante o treino e, assim, gera um maior potencial de força. Também ajuda na recuperação da fadiga muscular, comum no pós-treino. Não deve ser utilizado por períodos longos.
Creatina
Esse nutriente é um tipo de proteína encontrado em alguns alimentos de origem animal, especialmente na carne vermelha. Para compor suplementos, a substância é retirada de carnes e fígado de boi e misturada a outros componentes. "A creatina confere mais força e energia, melhorando o rendimento do treino. Além disso, diminui o tempo de recuperação dos músculos, possibilitando que se mantenham e até se aumentem as cargas utilizadas", diz Alessandra. Esse suplemento exige um acompanhamento mais minucioso. "Muitas pessoas procuram a creatina porque ela ajuda a inflar, dando uma sensação de aumento muscular. O problema é que se trata de uma impressão falsa, já que ela cria uma reserva de água dentro das células e, por isso, a pessoa incha. Não é músculo de verdade. É preciso fazer algumas pausas na suplementação", pondera.
Hiperproteicos
"São derivados de proteínas do leite, soja ou ovo. Reparam a musculatura e auxiliam o seu desenvolvimento", diz Murilo Dáttilo. Podem favorecer praticantes de atividade física com intensidade em diversos níveis, mas devem ser utilizados com cautela para não sobrecarregar a função hepática. Um dos mais conhecidos é o WheyProtein.
Estimulantes
À base de substâncias como cafeína e guaraná, esses produtos aceleram a função metabólica e estimulam o sistema nervoso central. Conferem maior disposição para o treinamento, além de melhorar o humor. O uso inadequado pode causar dependência psicológica, além de problemas como o aumento da pressão arterial, agitação, distúrbios do sono e falhas na coordenação motora.
Ácido linoleico (CA, LA, CL)
Suplementos à base de óleo de cártamo que visam a diminuir os níveis de gordura corporal e o ganho de massa magra. "As pesquisas com ratos apontaram alterações positivas na composição corporal, porém, os estudos ainda são inconclusivos. Não indico o uso desse tipo de produto, pois pode favorecer distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes do tipo 2, inflamação e risco aumentado para doenças cardiovasculares", alerta Murilo Dáttilo.
Precursores do hGH
Combinam aminoácidos que promovem o aumento do hormônio GH, responsável pelo crescimento, e o aumento da musculatura. "O uso de qualquer produto que tenha relação com a parte hormonal precisa ser orientado por um médico. Aqui, a grande questão é que o hGH não escolhe que célula vai multiplicar. Isso pode ser perigoso, pois pode, por exemplo, atuar no crescimento de células cancerígenas. Se a pessoa tiver parentes que já sofreram de câncer, não deve nem pensar em usar", enfatiza a nutricionista da Cia Athletica.
Não corra o risco
Quando se trata de suplementação alimentar, uma simples consulta ao especialista faz toda a diferença. É ele quem poderá avaliar seu quadro físico e recomendar os produtos mais indicados para o objetivo que deseja alcançar. Além disso, a orientação evita a compra de produtos de origem duvidosa - que infelizmente são vendidos livremente por aí - e ajusta as porções às demandas do seu organismo. "O uso inadequado dos suplementos afeta o metabolismo, sobrecarregando órgãos como fígado, rins, pulmões e pode até mesmo causar câncer. Há ainda maior risco de tromboembolismo, devido ao aumento no tempo de coagulação sanguínea, e de doenças cardiovasculares", destaca Rizzieri de Moura Gomes, médico cardiologista do grupo Angiocardio (SP). Portanto, vá com calma! O desejo de apressar demais as coisas, nesse caso, pode trazer prejuízos irreversíveis.

TERMOGÊNICOS

Medicamentos termogênicos, bloqueadores de gordura ou queimadores de gordura tornaram-se uma verdadeira mania entre quem busca o corpo perfeito. As bulas asseguram que: “Reduz visivelmente a gordura corporal, garante definição muscular, evita o efeito sanfona, ajuda a manter o peso, acaba com a gordura localizada da barriga, tem efeito oxidante (jovem por mais tempo)”.
Pensar que nesses produtos se encontra a solução dos problemas com a balança e adotá-los como verdadeiros milagres, pode ser apenas ilusão. O médico, nutrólogo e terapeuta ortomolecular, José Humberto Gebrim define mais claramente o que são esses medicamentos: “Atuam inibindo a absorção de gordura pelo organismo. Veja que a ação é de diminuir a absorção da gordura pelo corpo humano e não queimá-las. Assim, associados a uma atividade física eficiente e à utilização de uma dieta saudável, perde-se peso. O uso deve ser estabelecido por um profissional de saúde, com a orientação do mesmo. Isoladamente não cumprem o que prometem, falamos de atividade física e orientação nutricional conjuntas”, alerta o médico.
São vários os bloqueadores de gordura comercializados nas farmácias, lojas de suplementos alimentares e internet. A facilidade está ao alcance de todos, mas deve-se atentar para os princípios ativos. Um deles é a efedrina (ativo que acelera o metabolismo, mas causa uma série de efeitos colaterais como taquicardia e pressão alta). Depois vem, a L-carnitina, também conhecida como Fat Burner, um aminoácido que aceleraria a queima de gordura, mas sua eficiência foi derrubada por muitos estudos. Os dois estão proibidos aqui no Brasil.
Outras substâncias estimulantes, como cafeína e taurina também prometem ajudar na perda de peso. A quitosana, que é uma fibra extraída da casca de crustáceos, faz a mesma promessa: impedir a absorção de gordura. Contudo, os nutricionistas ressaltam que o organismo não a absorve. Haveria crises de diarréia.
O Ácido Linoléico Conjugado, mais conhecido por CLA, parece ser o queridinho dos atletas e freqüentadores assíduos de academias, interessados em adquirir o corpo perfeito. O produto, apesar de muito utilizado, não tem comprovação científica sobre sua eficiência. Os primeiros estudos associaram o CLA à redução de gordura do corpo, aumento do metabolismo e até ganho de massa muscular. Isso tudo apenas com a ingestão diária de 4 gramas em cápsulas.
O CLA agiria na enzima responsável por armazenar a gordura ingerida. Sob efeito do produto, esta enzima seria usada como a principal fonte de energia, em vez de estocar nas células e virar aqueles pneuzinhos indesejáveis. Só que a maioria dos estudos tiveram efeito positivo nos ratos. Os resultados no ser humano deixaram a desejar. “Além disso, ainda são testes pouco expressivos, feitos com amostras pequenas que não dão um caráter de comprovação científica”, acrescenta Heloísa Guarita, consultora em nutrição esportiva.
Como é nomeado de suplemento, pode dar a impressão de se tratar de algo natural e que não traria mal a saúde. A consultora Heloísa alerta que é preciso ter cuidado. Se a pessoa tomar uma dose acima de 2 gramas ao dia pode sentir náuseas. “Se a dosagem diária chegar a 6 gramas, pelo menos dez estudos apontaram para o risco de desenvolver resistência à insulina, o que, a longo prazo, poderia causar diabetes”, complementa.
Como as dúvidas são muitas e os possíveis efeitos colaterais também, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprovou o pedido de registro de empresas interessadas em comercializar o CLA. É verdade que em certos casos, mesmo em não se tratando de atletas, a suplementação ou a complementação alimentar são indicadas e, em diversas situações de saúde, pode ser necessário lançar mão desses produtos. “Em todo caso, procure um médico, avalie as suas condições físicas e se optar por suplementos, receba uma opnião profissional, não a do seu amigo da academia ou a do balconista das lojas de suplementos”, ressalta Dr. Gebrim. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

COMPORTAMENTOS QUE AJUDAM NO EMAGRECIMENTO

1. Mantenha notas escritas de tudo o que você comer e beber. Você não precisa fazer uma estimativa das calorias. Basta anotar o que foi que você come, e à quantidade aproximada. Você vai descobrir que ser mais consciente do que está comendo, ajuda a planejar refeições e lanches saudáveis.

2. Reduza para metade o seu consumo de todas as gorduras ou adicionados de gorduras. Isso significa usar metade da manteiga espalhada no seu pão, torradas, muffins e batatas, metade da quantidade habitual de maionese ou molho na sua salada, e metade do óleo na frigideira

3. Limite os alimentos contendo açúcar a três vezes por semana. Isso inclui chocolate, sorvete, sobremesas, bolos, doces, biscoitos, etc

4. Inclua uma fonte de proteína com baixo teor em gordura na maior parte das refeições: frango, peixe, feijão, queijo ou iogurte com baixo teor em gordura. Ovos, nozes e ocasionalmente carnes vermelhas, mas não todos os dias.

5. Planeje pelo menos um almoço e jantar por semana sem carne ou queijo. Baseie essas refeições sobre grãos inteiros, legumes ou feijão para aumentar a fibra e reduzir a gordura.

6. Reduza o teor em gordura nos seus produtos lácteos. Se beber leite gordo, reduza para leite semi-desnatado. De leite semi-desnatado reduza para leite desnatado.

Escolha queijos e iogurtes com baixo teor em gordura. Quando você comprar iogurtes, verifique que eles não contém açúcar.

7. Coma pelo menos duas porções de fruta todos os dias. Isto pode ser para a sobremesa ou lanches. Escolha frutas de temporada.

8. Beba água em vez de refrigerantes, sucos, bebidas leitosas ou álcool. Evite refrigerantes de diéta, o gosto suave incentiva apenas a solicitar açúcar. Agua quente com uma fatia de limão pode ser muito refrescante na parte da manhã.

9. Inclua pelo menos duas porções de legumes por dia, no almoço e no jantar. Se você sentir fome, coma mais.

10. Coma devagar. O corpo é lento para registrar quando você está cheio, e é fácil comer de mais quando você está correndo às refeições.

11. Cenoura ralada faz um grande lanche. Você vai descobrir que uma cenoura ralada enche muito mais que uma cenoura inteira. Estranho, mas é verdade.

12. Coma grãos inteiros, sempre que possível. A fibra dá-lhe uma sensação completa e também ajudar a sua digestão.

13. Escolha alimentos que você pode mastigar. Mais uma vez, isso irá aumentar a sua ingestão de fibras, como o acto de mastigar bem, vai fazê-lo sentir-se mais satisfeito também. Isso significa comer fruta em vez de beber sumo. Se você comer sopa, certifique-se que seja grossa.

14. Planifique as suas refeições e lanches antes da hora. Planifique as suas compras também, faça uma lista do que você precisa e mantanha-se a ela. Se você comprar alguma coisa só quando você sentir fome, provavelmente irá escolher alimentos com alto valor calórico.

15. Desligue sempre a TV quando você come. Isso inclui os lanches, assim como as refeições. Estudos já provaram que comendo na frente da TV, comemos muito mais, provavelmente porque estamos muito menos conscientes do que estamos a comer.

sábado, 18 de setembro de 2010

OBESIDADE

Pesquisadores já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo. Porém, a dieta, por si só, não explica o significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo industrializado nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento, ainda que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem estabelecida, o estresse da vida moderna e sono insuficiente.
O principal tratamento para a obesidade é a redução da gordura corporal por meio de adequação da dieta e aumento do exercício físico. Programas de dieta e exercício produzem perda media de aproximadamente 8% da massa total (excluindo os que não concluem os programas). Nem todos ficam satisfeitos com esses resultados, mas até a perda de 5% da massa pode contribuir significativamente para a saúde. Mais difícil do que perder peso, é manter o peso reduzido. Entre 85% e 95 %, daqueles que perdem 10% ou mais de sua massa corporal, recuperam todo o peso perdido em dois a cinco anos. O corpo tem sistemas que mantêm sua homeostase em certos pontos fixos, incluindo peso. Existem cinco recomendações para o tratamento clínico da obesidade:

1. Pessoas com IMC acima de 30 devem ser iniciadas num programa de dieta de redução calórica, exercício e outras intervenções comportamentais e estabelecer objetivos realístas de perda de peso;
2. Se os objetivos não forem alcançados, terapia farmacêutica pode ser oferecida. O paciente deve ser informado da possibilidade de efeitos colaterais e da inexistência de dados sobre a segurança e eficácia de tais medicamentos no longo prazo.
3. Terapia farmacêutica pode incluir sibutramina, orlistat, fentermina, dietilpropiona, fluoxetina e bupropiona. Para casos mais severos de obesidade, medicamentos mais fortes como anfetaminas e metanfetaminas podem ser usadas seletivamente (somente após consulta prévia ao seu médico responsável)
4. Pacientes com IMC acima de 40 que não alcançam seus objetivos de perda de peso (com ou sem medicamentos) e que desenvolvem outras condições derivadas da obesidade, podem receber indicação para realizarem cirurgia bariátrica. O paciente deve ser informado dos riscos e potenciais complicações.
5. Nesses casos, a cirurgia deve ser realizada em centros que realizam grande número desses procedimentos já que as evidências indicam que pacientes de cirurgiões que os realizam com freqüência tendem a ter menos complicações no pós-cirúrgico.

De acordo com estudos do IBGE, está aumentando o número de pessoas obesas. As pesquisas indicam que há cerca de 17 milhões de obesos no Brasil, o que representa 9,6% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS, há 300 milhões de obesos no mundo e, destes, um terço está nos países em desenvolvimento. A OMS considera a obesidade um dos dez principais problemas de saúde pública do mundo, classificando-a como epidemia.

SEDENTARISMO, O MAL DO SÉCULO!


Sedentarismo é definido como a falta e/ou ausência e/ou diminuição de atividades físicas ou esportivas. Considerado como a doença do século, está associada ao comportamento cotidiano decorrente dos confortos da vida moderna. Pessoas com poucas atividades físicas e que perdem poucas calorias durante a semana são consideradas sedentárias ou com hábitos sedentários.
Uma vida sedentária é caracterizada pela ausência de atividades físicas podendo provocar um processo de regressão funcional, perda de flexibilidade articular, além de comprometer o funcionamento de vários órgãos, distinguindo-se um fenômeno associado à hipotrofia de fibras musculares, além de ser a principal causa do aumento da ocorrência de várias doenças, como a Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, aumento do colesterol e infarto do miocárdio, e atuar direta ou indiretamente na causa de morte súbita.
Existem diversas sugestões para os indivíduos sedentários poderem adotar uma mudança de estilo de vida, de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:


  • A prática de atividades físicas, esportivas: caminhar, correr, pedalar, nadar, praticar ginástica, exercícios com pesos, jogar bola são propostas válidas para se combater o sedentarismo e melhorar sua qualidade de vida.

  • É recomendada a consulta a um médico e um educador físico para a orientação das melhores atividades físicas já que não são recomendadas as mesmas atividades para todas as pessoas.

  • São considerados problemas como hipertensão arterial, dores nas articulações (joelhos, calcanhares) e esforço físico excessivo de modo a não prejudicar a postura e a coluna vertebral.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE MUSCULAÇÃO


  • A musculação emagrece?

R: Toda atividade física proporciona queima calórica. Entretanto, a fonte energética predominante durante o exercício resistido localizado é a glicolítica. Portanto, esta atividade proporciona grande queima calórica, mas não necessariamente grande queima de gordura, devido ao fato de estar diretamente dependente da dieta alimentar.

  • Quantas aulas por semana são recomendáveis?
R: Segundo o ACSM (American College of Sports and Medicine), é necessário um mínimo de 3 (três) sessões de treinamento semanais, independente da atividade, para a manutenção da saúde. Quanto aos exercícios resistidos localizados, seguimos a mesma orientação para fins salutares, mas para obtenção de performance é aconselhável um número maior de sessões, podendo chegar a 6 sessões semanais, no caso de pessoas bem treinadas.


  • Os exercícios resistidos localizados aumentam a massa muscular?
R: Com certeza sim. A tendência atual é de se trabalhar com grandes cargas, o que proporciona aumento da massa magra, mas deve-se tomar cuidado para não ocorrer exageros. Os exercícios devem sempre primar pela qualidade, e os exageros causam lesões muitas vezes irreversíveis. O aumento da carga deve ser progressivo e racional. A disciplina, a técnica de execução e a qualidade do trabalho são mais importantes que uma carga muita pesada.


  • Quantas repetições deve-se usar para trabalhos de hipertrofia na musculação?
 R: Segundos vários autores, este número varia entre 8 a 15 repetições. Entretanto deve-se levar em consideração a velocidade da força concêntrica e de excêntrica e o tempo de recuperação.


  • Devo fazer atividade física em jejum para queimar mais gorduras?
R: É um erro pensar que quando se está em jejum, a gordura armazenada será oxidada em maior quantidade. É fundamental uma dieta balanceada para se obter resultados a nível se queima de gorduras. O ideal é que se faça refeições leves com um período de antecedência antes de qualquer atividade física. Principalmente na musculação, onde o percentual participativo da glicose é alto, deve-se manter uma reserva de glicogênio para evitar uma hipoglicemia, o que te trará desconforto e te impedirá de continuar seu trabalho. Outro erro muito freqüente é o fato de se comer imediatamente antes de qualquer atividade. Quando você ingere carboidratos (CHO), principalmente de cadeia simples, sua taxa de insulina sobe a níveis acima do normal, o que proporcionará uma queima desnecessária de energia e ocasionará um desgaste antecipado.

PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS APLICADA À DIABÉTICOS

A atividade física pode ser útil como elemento complementar à dieta tradicional. O objetivo dos exercícios seria a otimização da capacidade funcional, controle de peso corporal, a modulação dos níveis glicêmicos e a redução de outros fatores metabólicos de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (Pollock,1993).
A prática de exercícios físicos provoca a elevação da sensibilidade dos tecidos à insulina, e, com isso, a tolerância à glicose aumenta, permitindo, dessa forma, menor restrição à ingestão de glicídios.
A prática de exercícios físicos só é recomendada quando os níveis circulantes de glicose no sangue são mantidos sob controle mediante o uso de insulina e de dieta adequada. Caso isso não ocorra, á risco de levar o indivíduo diabético a um estado de hipoglicemia (Guedes:1995).
Pesquisadores afirmam que a atividade física provoca uma diminuição do risco de doenças cardíacas, melhora da hipertensão arterial e em combinação com a dieta um controle do diabetes tipo II, em alguns casos, eliminando a necessidade de medicação.
Os exercícios para diabéticos insulino-dependentes só podem ser praticados se os níveis de glicose estiverem controlados. O controle se baseia no nível de aproximadamente 250mg% e ausência de sintomas. VIVOLO (1994)

Dicas para prática de exercícios:

1.       Deve-se evitar a realização de exercícios nos horários de pico da ação da insulina, visando prevenir a Hipoglicemias. Um bom horário para exercitar-se é após as refeições, quando o indivíduo apresenta bastante disponibilidade de glicose. Nesse caso, a atividade física é utilizada como uma forma de reduzir essa elevação. No entanto exercícios de alta intensidade devem ser evitados nessas ocasiões.

2.       Não recomenda-se a prática de exercício caso: o nível de glicose esteja acima de 300 mg/dl; o nível de glicose esteja acima de 240 mg/dl e cetonas na urina; quando apresentar alguma complicação.

3.       Se o indivíduo for realizar exercícios físicos mais rigorosos a aplicação deve ser feita no abdômen.

Recomendações:

1.       Segundo o American College of Sports Medicine (ACMS), o indivíduo diabético deve se exercitar de 5 a 7 dias por semana, com a duração entre 30 - 40 minutos e a intensidade de 60 à 75 da Fc máx ou 50 à 60% do VO2máx. A atividade de predominância aeróbia.

2.       Exercícios de intensidade elevada ou longa duração devem ser evitados (acima de 60 minutos), como também em temperaturas elevadas.

O DIABETES MELLITUS

O diabetes Mellitus caracteriza-se por uma menor produção do hormônio insulina, provocando aumento dos níveis de glicose sangüínea.
O diabetes diminui a capacidade do organismo de queimar o material energético ou glicose que ele retira dos alimentos para energia. A glicose é transportada pelo sangue para as células necessitam de insulina, que é produzida pelo pâncreas para permitir que a glicose se movimenta para o interior. Sem insulina, a glicose se acumula no sangue e é eliminada pela urina por meio dos rins (Nielman, 1999)
As causas podem ser as mais variadas tais como hereditariedade, obesidade, estresse, alimentação, gravidez, inatividade física, idade, etc…
A Organização Mundial de saúde classifica os indivíduos como diabéticos, quando os níveis de glicose no sangue estiverem acima dos 140mg/dl.
Os valores normais que devem ser mantidos sobre controle encontram-se entre 75 a 100 mg/dl. Dependendo do tipo de diabetes, seu tratamento inclui a administração de insulina exógena, agentes hipoglicêmicos por via oral, dietas e exercícios físicos (Guedes, 1995).

Diabetes Melito Tipo I

São também conhecidos como insulino dependentes, pois caracterizam-se por apresentarem um quadro de baixa dos níveis de insulina ou mesmo a inexistência da produção da mesma. Durante os exercícios, estes indivíduos respondem com um aumento nos níveis de glicose, ácido graxos e cetonas.
O tipo I acomete de 10 a 15 % dos diabéticos e tem sua maior incidência em indivíduos jovens (diabete juvenil). TEIXEIRA (1992) e POLLOCK (1993)

Diabetes Melito do tipo II

Freqüentemente denominado diabete melito não insulino dependente, é a diabete que secreta moléculas defeituosas de insulina que não são eficientes para fazer com que a glicose não entre na corrente sangüínea.
Segundo TEIXEIRA (1992), está associada à hereditariedade, dependendo, entretanto, de fatores como vida sedentária e maus hábitos alimentares. Tem sua maior incidência em indivíduos com mais de 40 anos de idade (diabete senil).
Para GUEDES (1998), aproximadamente 80 a 90 % dos diabéticos do tipo II apresentam sobrepeso ou são obesos. Em indivíduos com obesidade leve, o risco de surgimento de diabetes é 2,9 vezes maior que nos não obesos, 5 vezes no caso de obesidade moderada e 10 vezes no caso de obesidade elevada.

PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS APLICADA À HIPERTENSOS

A Hipertensão é uma condição na qual a tensão arterial encontra-se cronicamente elevada, acima dos níveis considerados desejáveis ou saudáveis para a idade e a superfície corporal do indivíduo (Pollock, 1993:06).
Na maioria dos casos, a hipertensão pode ser resultante de fatores genéticos, de uma dieta com altos teores de sódio, obesidade, da inatividade física, estresse, de uma combinação destes fatores, e outros (Pollock, 1993:13).
Os indivíduos com uma PA sistólica superior a 160 mmHg ou de uma PA diastólica acima dos 100 mmHg precisam ser encaminhados a um médico antes de serem testados ou de iniciarem em um programa de treinamento.
A atividade física altera a pressão sangüínea, mas, esta alteração depende da pressão arterial do indivíduo, ou seja, em indivíduos com PA normal, pouco alteração ocorre com o treinamento, mas, provocam redução significativas em indivíduos hipertensos leves e moderados (Fagard & Tipton, 1994; citado por Guedes, 1995). Os exercícios aeróbios moderados e de longa duração são os mais eficientes na diminuição ou na regularização da PA, principalmente quando associados à redução do peso corporal e da ingesta de sal (Sannerstedt, 1987; citado por Guedes, 1995).
O American College of Sports Medicine (ACSM) e outros revisores concluíram que as pessoas com hipertensão discreta podem esperar uma queda média das pressões arteriais sistólica e diastólica de 8 a 10 mmHg e 6 a 10 mmHg, respectivamente, em resposta ao exercício aeróbio regular.
Indivíduos hipertensos submetidos a exercícios físicos tendem a reduzir a concentração circulante de catecolaminas, o que, somado à diminuição do tônus simpático, provoca diminuição do débito cardíaco e na resistência vascular periférica, resultando em menor pressão arterial em repouso (Fagard & Tipton,1994).
Os programas de exercícios devem ser de predominância aeróbia, como caminhadas, corridas leves, cicloergômetros, ciclismo, natação, etc…
A freqüência das atividades não deve ser inferior a 4 vezes por semana, com a duração inicial de 30 minutos aumentando gradativamente a 1 hora e a intensidade entre 40 a 65 % da Fc máx.

CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADULTOS

P.SISTÓLICA     P.DIASTÓLICA    CLASSIFICAÇÃO              
<130                    <85                        NORMAL                       
130 A 139            85 A 89                NORMAL - LIMÍTROFE          
140 A 159           90 A 99                HIPERTENSÃO LEVE         
160 A 179           100 A 109            HIPERTENSÃO MODERADA    
> OU = 180        > OU = 110          HIPERTENSÃO GRAVE               
> OU = 140        > 90                      HIPERTENSÃO SISTÓLICA     

Fonte: III Consenso de Hipertensão Arterial - SBC